A primeira vez que vi teus olhos escuros,
Não fazia ideia de que fosse um mergulho sem volta.
E a cada vez que me vejo adentrar tua luminosa pupila,
Meu coração espedaça e conserta
E torna a espatifar-se, de novo, num viver e morrer sem medida.
E toda vez que conquisto um teu sorriso de canto de boca,
É como se o próprio céu se abrisse a uma nova manhã florescente!
O suave som da tua voz
Vai me penetrando os poros, antes mesmo de chegar aos ouvidos.
E eu vivo e revivo e remoo infinito
Cada fração de segundo em que desfruto da
Tua despretensiosa atenção.
Como é possível que a tua imagem
Tenha-se gravado tão fundo na minh’alma
Que, mesmo nos frágeis momentos em que não te fantasio,
Tu te impões já tão presente,
Como se já me fizesse parte a tua pessoa?
E eu, de ti, o que sei? O que vi?
O que amei com tanta devoção
Que já não me posso apartar?
E assim, nada mais quero...
Nem palavras, nem beijos,
Nem afetos proibidos...
Eu só queria te ver de novo,
Num lugar que estivesse fora dos meus pensamentos.
E o que vi? Não sei dizer.
Com quê me atrais? Não discerni.
E nem me ocupo mais de entendimento,
Porque em algum lugar do tempo te gravastes em minha memória.
E isso me basta para querer-te ver,
Nem que seja num sonho fortuito dessa vida escura
Que não contém o sol da tua presença.
Tu, que não me pertences nem queres;
Tu, que sequer me lembras;
Tu que nem me cogitas...
E eu só queria te ver.
Só uma vez,
Antes que a fantasia me roube
O resto de juízo que tenho guardado
No potinho frágil da minha infeliz e solitária existência.
Não fazia ideia de que fosse um mergulho sem volta.
E a cada vez que me vejo adentrar tua luminosa pupila,
Meu coração espedaça e conserta
E torna a espatifar-se, de novo, num viver e morrer sem medida.
E toda vez que conquisto um teu sorriso de canto de boca,
É como se o próprio céu se abrisse a uma nova manhã florescente!
Vai me penetrando os poros, antes mesmo de chegar aos ouvidos.
E eu vivo e revivo e remoo infinito
Cada fração de segundo em que desfruto da
Tua despretensiosa atenção.
Tenha-se gravado tão fundo na minh’alma
Que, mesmo nos frágeis momentos em que não te fantasio,
Tu te impões já tão presente,
Como se já me fizesse parte a tua pessoa?
O que amei com tanta devoção
Que já não me posso apartar?
Nem palavras, nem beijos,
Nem afetos proibidos...
Eu só queria te ver de novo,
Num lugar que estivesse fora dos meus pensamentos.
Com quê me atrais? Não discerni.
E nem me ocupo mais de entendimento,
Porque em algum lugar do tempo te gravastes em minha memória.
E isso me basta para querer-te ver,
Nem que seja num sonho fortuito dessa vida escura
Que não contém o sol da tua presença.
Tu, que sequer me lembras;
Tu que nem me cogitas...
Só uma vez,
Antes que a fantasia me roube
O resto de juízo que tenho guardado
No potinho frágil da minha infeliz e solitária existência.