Faço o sinal da Santa Cruz e
vou deitar...
Então, recordo dos que não têm nem coberta
E que, no chão frio duma vida tão incerta,
Morrem de medo de amanhã não acordar.
À noite, o mal faz seu papel
de sentinela;
E se, às vezes, o cansaço predomina,
A dor pungente duma barriga vazia
Transforma o sono em estado de alerta!
E, nestes termos, é difícil
não ceder
E entorpecer a mente, a dor, a fome, o frio,
A solidão exposta — e quase ninguém vendo.
Angustiada, sem saber o que
fazer,
Pelo pesar de chorar tanto desabrigo,
Por fim, também eu acabei adormecendo.
Então, recordo dos que não têm nem coberta
E que, no chão frio duma vida tão incerta,
Morrem de medo de amanhã não acordar.
E se, às vezes, o cansaço predomina,
A dor pungente duma barriga vazia
Transforma o sono em estado de alerta!
E entorpecer a mente, a dor, a fome, o frio,
A solidão exposta — e quase ninguém vendo.
Pelo pesar de chorar tanto desabrigo,
Por fim, também eu acabei adormecendo.