Estes salões se me tornaram um deserto;
Enquanto eu, naquele novo espaço aberto,
Já adentrava o imaginário feito em tinta.
O vão inerte que presumi conhecido;
Em tons suaves, pareceu falar comigo
E eu quis ficar e quis ouvir tão já sem pressa!
E caminhei, buscando achar algum sentido
Naquela via, ali, pintada em meu destino –
Que me fizera ir tão longe a vagar!
Eu procurei saber o que estava além;
Que “quem procura sempre acha” e eu encontrei
Aquele por quem todo esforço vale a pena!
Mas, na fraqueza, eu me vi cair ao chão.
Foi nessa hora que Ele me estendeu a mão
E pus o dedo dentro da sua ferida.
Todos já foram, essas portas vão fechar”.
Me pus em marcha, mas o que encontrei por lá,
Foi o Caminho que escreveu em minha história.