O
que é deste amor que me consome até
o último suspiro;
Que,
quanto mais eu o sinto, tanto
mais morro, cada vez um pouco?
Se me tem consumido e afogado em profundo e tamanho desgosto,
Por que raios, no peito já tão castigado, jamais abdico?
E talvez não se gaste, por não dividi-lo, por mais que me queime;
Cada grito que eu calo se faz testemunha do meu sofrimento.
E se, desde a manhã, ele raia nas luzes do meu pensamento,
Como posso fugir do que já me faz parte tão intimamente?!
De joelhos dobrados, imploro a Deus: “me conceda esta graça”!
E, se for da vontade do Pai de bondade, em sua misericórdia,
Haverei de ter forças pra não repetir o pecado mortal.
O que mais me angustia é não reconhecer esta voz que me fala,
Que me gasta e não acha entender e não passa da minha memória...
Como é que te amar pode ser tão bonito e fazer tanto mal?
Por que raios, no peito já tão castigado, jamais abdico?
E talvez não se gaste, por não dividi-lo, por mais que me queime;
Cada grito que eu calo se faz testemunha do meu sofrimento.
E se, desde a manhã, ele raia nas luzes do meu pensamento,
Como posso fugir do que já me faz parte tão intimamente?!
De joelhos dobrados, imploro a Deus: “me conceda esta graça”!
E, se for da vontade do Pai de bondade, em sua misericórdia,
Haverei de ter forças pra não repetir o pecado mortal.
O que mais me angustia é não reconhecer esta voz que me fala,
Que me gasta e não acha entender e não passa da minha memória...
Como é que te amar pode ser tão bonito e fazer tanto mal?
(Do livro Pobres Rimas - V. Medeiros)
Obs: 1° lugar na categoria 2 - "adultos em geral" - 3° Concurso Nacional de Poesia da Academia Metropolitana de Letras e Artes de Feira de Santana.