Translate

sábado, 2 de maio de 2026

TORMENTA

O que é deste amor que me consome até o último suspiro;
Que, quanto mais eu o sinto, tanto mais morro, cada vez um pouco?
Se me tem consumido e afogado em profundo e tamanho desgosto, 
Por que raios, no peito já tão castigado, jamais abdico?
 
E talvez não se gaste, por não dividi-lo, por mais que me queime;
Cada grito que eu calo se faz testemunha do meu sofrimento.
E se, desde a manhã, ele raia nas luzes do meu pensamento,
Como posso fugir do que já me faz parte tão intimamente?!
 
De joelhos dobrados, imploro a Deus: “me conceda esta graça”!
E, se for da vontade do Pai de bondade, em sua misericórdia,
Haverei de ter forças pra não repetir o pecado mortal.
 
O que mais me angustia é não reconhecer esta voz que me fala,
Que me gasta e não acha entender e não passa da minha memória...
Como é que te amar pode ser tão bonito e fazer tanto mal? 




(Do livro Pobres Rimas - V. Medeiros)


Obs: 1° lugar na categoria 2 - "adultos em geral" -   3° Concurso Nacional de Poesia da Academia Metropolitana de Letras e Artes de Feira de Santana.

EU, POETA

Quisera ter em mim, algum instante, A força e a coragem pra mudar O mundo transtornado que me cerca. Porém, as minhas coisas não tão retas, ...