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quinta-feira, 30 de abril de 2026

POESIA DE AMOR N° 2

Deito no chão, para olhar as estrelas
Faço um pedido ao milagre cadente:
Eu só queria um amor para sempre
Que não brigasse com minha cabeça.
 
Eu, quando dou para amar, adoeço
Sofro, enfraqueço e choro e suspiro,
Ardo, gracejo, contemplo, deliro
E não consigo encontrar mais sossego!
 
Essa tormenta brutal que escraviza,
Eu agradeço por ter no meu peito,
Porque, se for pra viver de outro jeito...
Não, eu confesso que não saberia.
 
E, finalmente, por tanto querer,
Eu amei mais o amor que o amado.
E pude ver, no vazio do meu quarto,
Que todos sabem amar... Menos eu!




(Do livro Pobres Rimas - V. Medeiros)

EU, POETA

Quisera ter em mim, algum instante, A força e a coragem pra mudar O mundo transtornado que me cerca. Porém, as minhas coisas não tão retas, ...