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terça-feira, 16 de junho de 2026

DENTRO

Ó tédio d’alma, angústia mortal que me habita!
Ó dor sem causa que me consome, inquieta!
Duro combate entre o meu “id” poeta
E a outra parte, que jaz em sombra infinita.
 
Densa cratera que me confunde e acolhe —
E em que, imersa, nem posso dar por mim mesma!
Kryptonita cravada em minha cabeça
Que influencia um quase desejo de morte.
 
Adoecer dessa forma tão absurda,
É um sofrer que dói e não acha existir
E, ainda assim, contamina tudo que há.
 
Essa tristeza profunda e cheia de culpa
É o que sinto, sempre que olho pra mim:
Cheia de amor e não conseguindo amar!

O QUADRO

Ao contemplar a bela tela colorida, Estes salões se me tornaram um deserto; Enquanto eu, naquele novo espaço aberto, Já adentrava o imaginár...