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segunda-feira, 1 de junho de 2026

AO LEITO

Faço o sinal da Santa Cruz e vou deitar...
Então, recordo dos que não têm nem coberta
E que, no chão frio duma vida tão incerta,
Morrem de medo de amanhã não acordar.
 
À noite, o mal faz seu papel de sentinela;
E se, às vezes, o cansaço predomina,
A dor pungente duma barriga vazia
Transforma o sono em estado de alerta!
 
E, nestes termos, é difícil não ceder
E entorpecer a mente, a dor, a fome, o frio,
A solidão exposta — e quase ninguém vendo.
 
Angustiada, sem saber o que fazer,
Pelo pesar de chorar tanto desabrigo,
Por fim, também eu acabei adormecendo.

AO LEITO

Faço o sinal da Santa Cruz e vou deitar... Então, recordo dos que não têm nem coberta E que, no chão frio duma vida tão incerta, Morrem de m...